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Distorções no msn

 

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Michelli: sem pódio de chegada ou beijo deeee namoraaadaaaa

Ysa: ?

Michelli: estou cantando a sequência da sua mensagem de status: Ysa – cansada de correr na direção errada..

Ysa: eu sou mais um cara

Michelli: eu vejooo o futuro repetiiir o passadoooo

Ysa: Eu vejo um museu de grandes novidades

Michelli: o tempo não paraaaaaaa

Michelli: não paaaraaaaaa nãooooo

Michelli: não paaaaraaaa

Michelli: …

Michelli: esse final ficou parecendo diálogo de filme pornô..

Ysa: é mesmo!

Michelli: apaga aí!!!

Ysa: Print Screen! Coloquei no meu orkut!

Michelli: mentira!! apaga issoooooo!!

 

E não é que a descarada teve coragem de fazer isso comigo?

(Post em homenagem à Ysabelle F. drogada, prostituída e estagiária.. agora ex-estagiária).

 

 

Fragmentos do domingo

 

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E me dizem no meio da apresentação do Danilo Gentili no Teatro Nacional:

 

-Ele é tua alma gêmea!

- Oi?

E todas da fileira concordam.

 

E na saída, os comentários voltam:

- Ele é tua alma gêmea!

- Pessoal.. o que é isso? É não..

- É mesmo! Ele fala igual você!

- Calma, gente! Olha só, eu fui na apresentação dele do ano passado no festival de comédia stand up.. então algumas coisas eu falo igual a ele, mas é porque eu estou IMITANDO ele!! Além disso, eu sigo ele no twitter!

- Não é isso! Você tem o mesmo jeito dele!

E fico pensando: será por causa da minha voz fina?

- Vocês tem o mesmo tipo de sarcasmo!

 

Tá.. prefiro acreditar que é por conta da voz mesmo. E no caminho até o carro, deixo morrer a discussão e desconverso com um “bora pra algum bar?”

 

***

 

E na segunda:

- Caraca! A apresentação dele foi perfeita!

- O cara é muito show mesmo!

- Tudo bem que ele repetiu 70% das piadas da apresentação do ano passado, mas ri como se fosse a primeira vez!

 

Então, surge a pergunta:

- Vocês assistiram o que no domingo?

- Então, fomos ao show do Danilo Gentili! Conhece?

- Não.. quem é?

- Ele é do CQC.. é um que tem o nariz perfeito!

E o outro me interrompe dizendo:

- Ele tem o que???

- Um nariz perfeito!

- Nariz perfeito??

- É!! Parece desenhado a mão!

- humpft!

- Vai dizer que você não acha? Agora só falta me dizer que não acha ele bonito!

- Não! E não tenho problemas em dizer que outro homem é bonito, é porque não acho ele bonito mesmo.

- Meu, ele não é bonito, ele é lindo!! As mulheres estavam praticamente se jogando no palco do teatro!

- A menina que estava comigo até disse que não achou ele “tudo isso”.

- Bom.. eu ia gritar. Até perguntei pro menino que estava no nosso grupo se ele não se importaria com o fato de eu gritar loucamente “Lindoooooo”. Mas acabou que ele subiu no palco e nem falei nada..

- Por quê?

- Fiquei sem ar..

 

 

 

aniversario

 

Após uma maratona de show-todo-dia no Festival de Inverno para fechar o último final de semana de férias, fiz uma reflexão e cheguei a conclusão que desse jeito não tem como passar no concurso-dos-meus-sonhos ainda neste ano e resolvi cortar – de verdade – a agenda social até o dia da famigerada prova.

 

Mas, como na vida tudo tem uma exceção, resolvi que sairia apenas para festas de aniversário. Afinal, é uma data tão importante para se estar com os amigos e não custa nada dar uma passadinha rápida, nem que seja depois da aula – sim, estes são os argumentos que EU ouço sempre. E, além disso tudo, é apenas uma vez a cada ano, felizmente ou infelizmente.

 

Então, terça passada foi um aniversário no Fausto e Manoel que terminou engatada no Gates Dancing. E quarta passada fui cantar parabéns na Kid Mais da Asa Norte. E amanhã tem aniversário no Beirute da Asa Norte…  Sinto que agora todos resolveram fazer aniversário na mesma época!!

 

Isso não vai funcionar…

Mais tarde

dan

Teatro Nacional

18 horas

Eu vou!

Mistério na montanha

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Minha primeira tentativa de escrever um conto de suspense/terror foi algo mais ou menos assim:

Cinco patinhos foram passear, lá além das montanhas distantes para brincar. A mamãe chamou “quá-quá-quá-quá”, mas misteriosamente somente quatro patinhos voltaram de lá.

Dias depois, quatro patinhos foram passear, além das montanhas para brincar. A mamãe novamente chamou “quá-quá-quá-quá”, mas só três patinhos voltaram de lá.

Alguns dias mais tarde, três patinhos foram novamente passear, ainda além das montanhas para brincar. A mamãe tensa chamou “quá-quá-quá-quá” e somente dois patinhos voltaram de lá.

Semanas depois, dois patinhos insistentemente foram passear, de novo lá além das montanhas para brincar. A mamãe já sem saber o que fazer, chamou “quá-quá-quá-quá”, mas só um patinho voltou de lá.

Tempos depois, um patinho foi de novo passear, além das montanhas para brincar. A mamãe chamou “quá-quá-quá-quá”, mas nenhum patinho voltou de lá.

* Momentos de tensão e musiquinha de suspense*

A mamãe patinho foi procurar, além das montanhas, os cinco patinhos na beira do mar. A mamãe gritou:

- quá, quá, quáááááááááááááááá…

Silêncio.

*Fim*

Não entendeu? Clique aqui.

Conversas no trabalho

 

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- Ahhhh adoro essa música!

- Quer? Eu te passo pelo bluetooth!

- Mas eu ainda não sei onde estão as coisas neste celular, peguei ele na semana passada..

 

Quarenta minutos mais tarde, após garimpar todas as funções do aparelho até encontrar o blueetooth.

 

- Pesquisando dispositivos.. cadê você?

- Olha eu aí!

- Sandra Rosa Madalena?

- Éeeeeee!!!

 

E por algumas horas virei o assunto do dia…

 

Fim das férias

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Saí de férias e voltei ainda tendo papéis  – literais e na vida – por encontrar

- não sei onde foi parar o carnê do IPTU e qual seria o papel do meu personagem no palco de minha vida -

  e todas as coisas por organizar.

 

Aiai.. ainda bem que amanhã é dia de Joana..

 

 

Das minhas fraquezas

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Que escorpianos tendem a sofrer por qualquer coisa, já era fato com o qual havia me acostumado e – até certo ponto – aceitado.

Mas nestes dias em que vivo imersa em livros, cadernos e textos, sinto a angústia da saudade de uma vida que eu tinha até há algum tempo atrás.

E quando recebo mensagens de “vinho no pontão” ou “passeio no parque” e lembro que combinei de estudar com uma amiga – que, inclusive, é intolerante com faltas e me mataria caso eu não estivesse em casa no horário combinado, isso somado ao peso na consciência por sempre achar que poderia, e de fato poderia mesmo, estudar mais -, sinto vontade de jogar tudo para o alto e ser – mais uma vez – inconsequente e, na falta de coragem, fica aquela ponta de dúvida se tudo isso realmente vale a pena, se já não sou feliz com o que tenho agora, apesar da fatura do cartão de crédito me dizer que não. No fundo, sei que estes momentos que perco de estar ao lado deles fazem parte daquela lista de coisas que realmente importam e fazem a vida valer a pena. E isso me mata.

Então lembro da faculdade de farmácia – tempo no qual aprendi muito pouco sobre a grade curricular e muito sobre as pessoas, relacionamentos e, principalmente, sobre a vida -, quando recusei todas as oportunidades de estágio por não querer abrir mão do convívio com as pessoas que eram presença constante em todos os minutos daquela vida louca e, tantas vezes, bandida.

Neste instante de angústia – sempre digno de uma novela mexicana, como as vezes parece ser minha própria vida -, demonstro toda a minha capacidade de dramatizar as situações com mensagens de “ah.. parece que não te vejo há um mês..” e começo a inventar desculpas para mim mesma para faltar uma aula ou um compromisso, como a de que um blitz na entrada da quadra me impediria de chegar ao cursinho.

Mas, faltando me o juízo em tantas coisas, encontro de sobra nas pessoas que tanto gosto e me dizem: “vai pra aula!!” ou “quer passar? então, estuda!!”, sempre acompanhados de um “bom estudo” e “logo tudo isso passa”.

Espero que tudo isso passe mesmo.. e eu passe – ainda lúcida, se possível – também.

Se não tivessem me custado tanto e não fosse minha paixão pelos livros, cogitaria a possibilidade de um ritual para queimar tudo após a temida prova em agosto.

Tá.. agora chega de drama e de volta aos estudos.

De vez em quando..

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Algumas vezes – e só algumas vezes – certas certezas me somem das mãos sem que eu consiga descobrir quando – ou quem – me assaltou.

Em algumas tardes – e só em algumas dessas que são bem silenciosas, diria até “estranhamente silenciosas”, lá pelo meio da semana, em algum dia entre segunda e sexta – vislumbro meu mundo desprovido de todas as certezas que me eram tão certas até então.

Por alguns momentos – que nem ao menos sei se são propriamente momentos, já que a preocupação com as horas só me vem à lembrança quando o momento já se passou – sinto todas estas mil certezas que construí diligentemente ao longo destes anos todos de minha vida escorrendo do alto da minha cabeça – até então tão segura e certa de si e de tudo – e deslizando pelo meu corpo, aliviando todos os pesos enfadonhos de responsabilidade e juízo daqueles que têm a certeza e carregam as respostas para tudo desta – tantas vezes – insensata vida.

Nestes instantes de leveza – imaginando que instantes são mais frágeis que momentos – chego a pensar que talvez eu fosse uma pessoa melhor quando não tinha respostas para tudo e quase nenhuma certeza sobre a vida.

E sinto o alivío – pois é difícil sentir a leveza, não fosse pelo alívio da ausência de peso – dos que nada sabem e assim podem pensar qualquer coisa, já que as respostas prontas nos roubam a musicalidade das possibilidades mais absurdas e e as certezas nos limitam a esperança das coisas mais fantasiosas.

Quando a última gota de certeza se esvai do meu corpo para o chão – no exato segundo que deveria ser o grande finale para a total libertação -, a tal gota me leva o chão abaixo dos meus pés consigo e me deixa assim, suspensa em mim e por mim mesma, sem saber se ainda consigo caminhar sem tais certezas e tantos pesos.

Como era mesmo que eu caminhava há alguns anos atrás?

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Desde pequeno, Maurício guardava para si um segredo: possuía o dom de colorir e dar movimento ao mundo em sua volta. Seu olhar tinha o poder de encher tudo de cores e dar vida às pessoas e a todas as coisas que se moviam ao alcance dos seus olhos. E o que lhe escapava da vista, tornava-se inanimado e em tons de cinza.

Algumas vezes, tentava se virar rápido o suficiente para surpreender o mundo paralisado e ainda cinza. Mas era uma tarefa muito difícil. Seu olhar sempre se antecipava à sua alma e à sua curiosidade. Restava apenas à sua imaginação a difícil tarefa de reproduzir o mundo sem seu olhar.

Uma vez, lá pelos cinco anos, por um lapso de milésimos de segundo, teve a impressão de ter avistado esse mundo cinza que se enchia de vida com os seus olhos. Guardou essa imagem consigo como o único registro – ou quase registro – de como seria o mundo que imaginava ser o real, aquele mundo onde seus olhos não alcançavam.

Algumas vezes, passava horas tentando deslumbrar este mundo utilizando o espelho ou desafiando a velocidade de seus olhos. Mas, nunca mais reencontrou aquele relance de mundo inanimado e cinza, nem mesmo com tais truques. O mundo cinza sempre lhe escapava aos olhos. E como era veloz esse mundo, mesmo sendo inanimado e sem cores!

Apesar disso, tal dom não lhe era um fardo. Quando algo o entristecia, bastava desviar o seu olhar e aquele momento de tristeza se paralisa e deixava de existir, se perdendo naquele mundo cinza, inanimado e inacessível aos seus olhos e, consequentemente, à sua alma. Seu mundo era sempre colorido pelos seus olhos.

Talvez por isso, passava quase todos os seus dias a sorrir.

- Mas por que sorri tanto este menino?

Ninguém sabia responder, pois ninguém sabia de seu segredo. Assim, passava seus dias na tarefa de encher o mundo de cores e vida com seus olhos e seu sorriso. Talvez este fosse o propósito deste dom com o qual nascera. Ou imaginava ter nascido. As lembranças mais remotas lhe escapavam da mente e da memória.

Mas algumas lembranças ainda ecoavam vivas em sua cabeça. Lembrava de seus pais discutindo a sua frente e de como fechava os seus olhos com força e em pouco tempo o silêncio reinava – o mundo tinha se tornado cinza e inanimado. Abria os olhos lentamente, colorindo aos poucos a cena, enquanto sorria para pintar com cores alegres o mundo a sua frente. E, assim, as brigas terminavam. Outras vezes, virava se para trás e, em alguns minutos, tudo se congelava e se tornava cinza às suas costas. Então, era só desvirar para o mundo voltar a ter vida.

Logo, aprendeu a transitar tranquilamente neste mundo, ora colorido, ora cinza e conheceu várias pessoas ao longo destes anos. Pessoas coloridas em mundos coloridos que se encantavam com seu olhar sempre tão observador, cuidando para que nada lhe escapasse da vista, e seu sempre sorriso pronto a encher todos os cantos de mais cores e mais vidas.

Algumas vezes, algumas delas lhe diziam coisas sem sentido. Cobranças, discussões e tempestades que lhe soavam sempre tão desnecessários e não condizentes com este mundo sempre tão colorido. Outras vezes, elas pareciam estar se afundando em uma lama de tristeza e lamentação – sabe Deus o que se passa no coração desta gente! Então, ele lhes dava as costas, usando seu dom especial e seguia seu caminho para o lado contrário, deixando brigas, tristezas e palavras gritadas se congelarem no mundo cinza às suas costas, enquanto caminhava buscando novos mundos para colorir.

E sempre havia novos mundos, novas paisagens, novas pessoas para colorir e dar vida com seus olhos sempre tão vivos e inseparáveis de seu sempre sorriso. Assim, conheceu dezenas de países, centenas de pessoas e milhares de cenários, enquanto congelava e tornava cinza todas as chateações e frustrações de um mundo, o qual não valia a pena colorir com seu segredo. Era virar as costas e tudo deixava de existir, simples assim ajudar as pessoas a viver num mundo sem tristezas e as demais coisas erradas da vida.

Mas um dia, encontrou uma menina que parecia saber de seu segredo. Ela sempre o olhava fixamente nos seus olhos e não o deixava desviar os olhos dela a nenhum momento. Assim, ele não conseguia congelá-la, nem torná-la cinza. Ela estava sempre muito viva e colorida aos seus olhos e lhe tirava o controle sobre seu próprio dom. Foi descobrindo o segredo dele que ela conseguiu roubar-lhe a alma. E em pouco tempo, ela não só não lhe saia dos olhos, como também não o deixava em seus pensamentos. Não era raro acordar com ela invadindo seus sonhos no meio da madrugada.

Passaram a se encontrar todos os dias. Juntos, fizeram mil planos que lhe eram sempre coloridos, até em pensamentos. Promessas de um mundo colorido como seus olhos nunca puderam colorir. Chegou a achar que havia perdido o controle de tudo e isto já tinha era muito tempo. Sua vida não lhe pertencia e seus olhos não mais o obedeciam. Algumas vezes, sentia-se sendo arrastado pelas circunstâncias, sem conseguir resistir. Resolveu deixar se levar e – incrédulo – acabou gostando disto.

Foi quando numa tarde, levado neste turbilhão de acontecimentos que lhe escapavam do controle já há um bom tempo, a viu chorar. Ela o olhava com uma raiva incompreensível. Incompreensível como todo o resto da sua própria vida tinha se tornado para ele mesmo. Gritava palavras sem sentido em discussões assustadoramente desnecessárias, como sempre lhe pareceram todas as discussões. Tentou utilizar seu dom e virar as costas, mas ela o segurava com o olhar fixo aos seus olhos. Desesperado, tentou fechar os olhos. Mas ela continuava o segurando com aqueles olhos tão castanhos e tão profundamente fincados em seus olhos.

Olhava, mesmo a contra gosto, para aquela briga, colorindo aquela cena que lhe era horripilante. Queria se virar a toda hora, mas – maldição! – ela sabia de seu segredo e não desgrudava os olhos nem ao menos por aquele lapso de milésimos de segundo de sua infância para vislumbrar o mundo se congelar em tons de cinza. Nem um milésimo de segundo para que pudesse voltar a respirar por esse lapso de tempo. Nem um segundo para que pudesse compreender o que ela gritava e por que tanto chorava.

Pela primeira vez, sentiu raiva deste dom especial que era seu segredo desde pequeno e que não lhe servia agora, quando mais precisava dele. Ela lhe perguntava coisas que não sabia responder.

- Você quer que eu vá embora?

Não sabia que palavras usar, afinal, este era o momento em que virava as costas e congelava todas essas coisas sem sentido da vida e seguia por outro caminho mais cheio de cores e com mais vida. Não sabia discutir, muito menos pedir para alguém ficar. Desta vez, ao invés de paralisar o mundo à sua volta em tons de cinza, foi ele quem ficou paralisado enquanto todo o resto do mundo se movia numa confusão de cores e gritos. Ao invés de ele dar as costas, foi ela quem lhe deu as costas

Toda a imagem se paralisou, exceto por ela que se movia lentamente para cada vez mais longe dele. Sentiu dificuldades até para respirar. Pensou em correr para alcançá-la a tempo de não a deixar partir, mas não conseguiu se mover. Entendeu por que o mundo parava em certas ocasiões. As cores começaram a se tornar embaçadas e confusas, misturando-se a toda hora, perdendo seu contorno e sua vida. E aquilo que embaçava a sua vista escorreu mornamente pelo seu rosto. Tentou chamá-la, mas não havia voz e descobriu por que o mundo algumas vezes se calava. Sentia tudo ao seu redor desmoronando lentamente e sabia que em pouco tempo não restaria nem mesmo o chão abaixo de seus pés. Um cansaço de outro mundo invadiu o seu corpo. Fechou os olhos e finalmente descobriu o cinza.

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