
- Precisa de alguma coisa?
- Café!
- Pouco ou muito?
- Muito.
- Dificuldade pra ficar acordada?
- Sempre.
- Não tá conseguindo dormir cedo, Michelli?
- Não tô conseguindo ACORDAR cedo.
Segunda xícara de café.
Essa sou eu pela manhã em dias úteis.

- Precisa de alguma coisa?
- Café!
- Pouco ou muito?
- Muito.
- Dificuldade pra ficar acordada?
- Sempre.
- Não tá conseguindo dormir cedo, Michelli?
- Não tô conseguindo ACORDAR cedo.
Segunda xícara de café.
Essa sou eu pela manhã em dias úteis.
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2011 está acabando.
E que no ano que vem, de novo, não falte forças para recomeçar – quantas vezes forem necessárias.
Que haja calma suficiente para levar a vida com leveza, doçura e pequenas alegrias – que ao fim, é o que realmente importa.
E que nunca falte coragem para acreditar que sim, aqui pode ser um lugar bom e a gente pode ser feliz.
Que 2012 seja um ano bom.
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Algumas coisas, eu pouco compartilho. Ou pouco conto.
Porque algumas coisas – essas coisas verdadeiramente importantes – não foram feitas para serem exibidas assim, no meio da rua ou numa timeline qualquer.
Elas foram feitas para serem cuidadas.
E por isso, eu pouco ou quase nada conto sobre as coisas que vivo ao lado daquele que faz meu coração bater mais rápido – e feliz.
Porque essas coisas, eu guardo dentro de uma caixinha colorida na estante do meu quarto.
Mas talvez porque nesses últimos dias ele está longe, ou porque anda chovendo muito ou porque é sexta-feira, hoje eu quis compartilhar um pouquinho dessas coisas e dizer que ele me faz feliz. E que ele me basta.
E que hoje, de novo, acordei apaixonada.
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Eu: Mãe, entramos numa nova fase do relacionamento.
Mãe: Como assim???
Eu: Estamos apostando juntos na mega-sena.
Mãe: …
Eu: É sério.
Mãe: Deixa de besteira, Mi.
Ela não me entende.
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Indo embora do shopping e descendo pela escada rolante, ele me abraça e me levanta quando chegamos ao fim dela. E anda alguns passos assim.
- Oba! Até o carro?
Me largou na mesma hora.
Tive que andar o resto do caminho.
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“Havia uma pedra no meio do caminho
no meio do caminho, havia uma pedra”
Acho que um cálculo renal atormentava Drummond.
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Diz a lenda que todo médico atrasa.
Por isso, fui toda equipada com o último livro do Carlos Ruiz Zafón – que tá na seção “morro de inveja porque queria escrever assim” – até o consultório.
Como sempre, fiz o caminho mais longo porque quando eu nasci, fui predestinada a SEMPRE me perder e fazer o caminho mais longo. Resultado: atrasei cinco minutinhos, tempo suficiente pra me ligarem do consultório avisando que “você está marcada pra uma consulta neste exato momento”.
Por isso, cheguei assim, nesse jeito tão Michelli de ser, um tanto perdida e correndo para ser atendida sem tempo para ao menos abrir e sentir o cheirinho de livro que tanto adoro.
- Então, o que você tem, Michelli?
- Estou velha, Doutor.
- …
- …
- Discordo.
Daí expliquei que semana passada tive uma febre, dessas de fazer a gente cair de cama, e que fiquei MAL mesmo. E que o médico me receitou um antitérmico. Então, melhorei da febre, mas uma bendita tosse começou a me perseguir e, por isso, voltei ao médico e ele me receitou um antitussígeno, desses genericão, que serve pra tudo – até pra tosse nervosa -, e que com o remédio a tosse diminuiu, mas agora dei pra sentir dor na região dos rins toda vez que tusso. E que tudo isso SÓ podia ser sinal de velhice. A gente cura de uma coisa e adoece de outra. E vive sentindo dor. Aí fiquei curvada igual uma velhinha pra explicar que “assim também dói, olha só, só posso estar velha mesmo”.
Ele me examinou, deu uma batidinha aqui, outra ali nas costas, perguntou se sentia dor, respondi “não”, pediu alguns exames – e agora preciso de alguém para segurar a minha mão quando for coletar meu sangue – e devo retornar quando tiver os resultados, que vai ser só no começo de novembro.
Eu costumava dizer que não me incomodava o fato de envelhecer. Mas isso foi só até começar a ficar doente. Sério, acho que agora quero “forever young”, quero ser highlander – dúvida, highlander não adoece, né?. E é a mais pura verdade, juro.
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